Ao longo do ano passado, o açúcar experimentou alta valorização no mercado internacional, devido a queda na oferta mundial do produto com a diminuição da safra na Índia. O país asiático, que hoje é considerado o maior consumidor mundial de açúcar, enfrentou sérios problemas climáticos no período. Com redução na oferta, o mercado externo pressionou o preço do alimento para cima também no mercado interno.
O comportamento no preço de itens como a banana, tomate e a farinha de mandioca também puxaram o reajuste positivo da cesta básica. Pela ordem, estes itens ficaram cerca de 24%, 23% e 9% mais caros para o consumidor ao longo dos últimos 12 meses. Na comparação mensal, que revela os impactos das variações sazonais na oferta dos produtos, oito dos 12 itens pesquisados apresentaram reajuste positivo em seus preços médios. O maior deles foi o do tomate, com aumento de cerca de 53%, passando de R$ 1,30 para R$ 1,99 o quilo. Esse comportamento foi influenciado pela diminuição das chuvas e aumento do calor, o que provocou o amadurecimento mais rápido do fruto, com perdas na colheita e no armazenamento agravadas pelas más condições das estradas.
Em seguida, aparece a banana pacovan, com incremento de aproximadamente 21%, saindo de R$ 1,61 para R$ 1,96. O açúcar, o arroz e o feijão apresentaram altas de 8,95%, 4,61% e 3,28%, respectivamente. As reduções mais expressivas de preços foram no óleo de soja (-5,02%) e o café (-1,76%). O preço médio da carne não apresentou variação significativa no mês em análise.
Em fevereiro, cerca de 39% da renda do trabalhador recifense que ganha um salário mínimo foi comprometida com despesas de alimentação. Em fevereiro de 2009, o valor da cesta representava aproximadamente 46 % da renda.Segundo o Dieese, de todas as capitais pesquisadas, apenas em Goiânia houve queda (-4,55%). Os aumentos mais significativos, depois do Recife, ocorreram em Salvador (6,71%), Belo Horizonte (5,26%) e João Pessoa (4,25%).
Segundo o Dieese, de todas as capitais pesquisadas, apenas em Goiânia houve queda (-4,55%). Os aumentos mais significativos, depois do Recife, ocorreram em Salvador (6,71%), Belo Horizonte (5,26%) e João Pessoa (4,25%).ECONOMIA - JC - 09.03.10