CUT participa dos 100 anos do dia das Mulheres

Conhecidas como o sexo frágil, as mulheres lutam há anos com muita força e resistência por um direito que deveria ser de todas: igualdade na vida e no trabalho.  No próximo dia 8 de março (segunda-feira), mulheres de todo o mundo estarão reunidas em prol de uma grande Campanha que terá mais uma vez a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) durante a Marcha Mundial de Mulheres.

Apesar de alguns avanços já terem sido conquistados, as mulheres ainda sofrem em muitos locais com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história tão antiga, mas que ainda conta com a vontade de mudança de milhões de mulheres.

Reivindicações

A mobilização que ocorrerá em todos os continentes e no Brasil acontecerá entre os dias 8 e 18 de março. Com o tema “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, as entidades feministas que mais uma vez contam com a participação da CUT iniciarão uma caminhada a partir de Campinas, no interior paulista, e seguirá até São Paulo defendendo bens comuns e serviços públicos, paz e desmilitarização, autonomia econômica e o fim da violência contra as mulheres.

Também faz parte da reivindicação a aprovação de uma (Proposta de Emenda Constitucional) PEC que já existe no Congresso para ampliar a licença maternidade. A Central irá apresentar uma emenda que estenda a paternidade para os seis meses seguintes após o retorno da mulher ao mercado de trabalho.

Para a secretária de mulheres da CUT-PE, Madalena Silva este é mais um grande momento de dar um passo à frente rumo a igualdade. “Datas como esta representam muito para nós, que sempre lutamos pelos nossos direitos”, frisou.

8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, redução na carga diária de trabalho para dez horas e equiparação de salários com os homens. Apesar de a história ser antiga, as lutas continuam sendo basicamente as mesmas.

A manifestação não foi vista com bons olhos, resultando na morte de 130 tecelãs que foram trancadas e incendiadas dentro da fábrica.

Porém, somente no ano de 1910, durante a 2.ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague (Dinamarca) a alemã, Clara Zetkin propôs a criação de um dia internacional da mulher, que foi oficializado somente no ano de 1975 a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas), através de um decreto.

Assessoria de Imprensa da CUT-PE/Chico Carlos e Rebeka Nascimento

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